Fan-Jovem: ÍCONES

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ÍCONES - Eric Hobsbawm

segunda-feira, 2 de março de 2009

Eric Hobsbawm nasceu na cidade de Alexandria (famosa pela grandiosa biblioteca destruída num controverso e discutido incêndio em 646d. C) em 1917 – ano do início da revolução russa e dos momentos finais da Primeira Guerra Mundial, numa região ainda dominada pelo império britânico que perdeu gradativamente seu poder durante esse tempo.Um erro ortográfico na hora em que foi registrado fez com que Eric tivesse seu sobrenome alterado (SANTANA, Miriam Ilza – 2008), seu nome de família tinha a terminação “AUM” – de origem judaica, como por exemplo, Nisenbaum.

Viveu em muitos países da Europa e presenciou as crises econômicas causadas pela especulação, super produção – tomando o exemplo mais conhecido de 1929 – e os custos de guerra que parecem sempre persistir na história humana.

“Em 1931, após a morte dos pais, Hobsbawm e sua irmã foram morar com seus tios em Berlim. Lá, uniu-se ao movimento socialista estudantil e iniciou seus estudos sobre as obras de Karl Marx” (SANTANA, Miriam Ilza – 2008) Desde então, Eric trabalhou o olhar sobre a história com o olhar marxista que era inverso ao de Hegel, via o concreto (o convívio e as experiências, as influências e dominações sócio-políticas) gerando a idéia, uma síntese mais consciente que a hegeliana sem deixar de ser científica – o pensamento materialista.

Como todos os judeus, foi perseguido no período da ascensão do nazismo; colaborou com o exército britânico durante a Segunda Guerra.Conviveu com muitos estudiosos de esquerda, o que reforçou seu apoio às idéias socialistas.

É um dos mais reconhecidos historiadores vivos atuais e um dos poucos que trabalha o estudo histórico com abrangência e olhares múltiplos, que permitem a transmissão das observações do tempo com uma distância maior do controle do poder vigente.

ÍCONES - Mariana

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Eu nunca vou saber como prestar as devidas homenagens.Nunca escrever foi tão difícil.Mas quero falar de um homem que conheci, um homem chamado Roberto Ferreira da Silva.

Este homem me ensinou muitas coisas, a se aplicar, a buscar o amor na nossa juventude,mas uma das principais era ter fé.

Nunca vou me esquecer do brilho nos olhos dele quando apresentou Mariana pelas pequeninas fotos de celular, uma criatura de luz tão bela, meiga, delicada, comoveu a todos no mesmo instante.

Caro Roberto, não perca esse brilho que tens, mesmo distante, você tem amigos para te darem força quando precisar nem que sejam em pequenos detalhes como você mesmo diz.

Força Roberto, estamos todos com você...

ÍCONES - Tarso de Castro

sábado, 24 de janeiro de 2009

BLÁ,BLÁ,BLÁ,BLÁ,BLÁ,BLÁ,BLÁ,BLÁ,BLÁ,BLÁ,BLÁ,BLÁ,BLÁ

PORQUE BLÁ,BLÁ,BLÁ,BLÁ,BLÁ,BLÁ.


BLÁ,BLÁ,BLÁ,BLÁ,BLÁ,BLÁ,BLÁ,BLÁ,BLÁ,BLÁ,BLÁ,BLÁ,BLÁ,BLÁ


BLÁ e BLÁ.

Esta é minha singela homenagem a Tarso de Castro. meu pai no jornalismo.



Falar sobre um dos marcos do jornalismo brasileiro nos tempos de ditadura precisa ser escrito da forma mais próxima que ele mesmo usava, e precisa - tarefa... impossível.

Tarso de Castro era um boêmio,um porra louca desenfreado, alcoólatra, galinha,baladeiro, um homem de caráter marcante e escolhas malucas.

Nascido no Rio Grande do Sul, filho do Múcio de Castro(criador do jornal O Nacional), já começou cedo nas redações, política e na bebida.

O jornalista Tom Cardoso escreveu sobre a vida dele, e está ae uma leitura totalmente recomendável. A origem do polêmico repórter, do jornal o Pasquim, um dos mais controversos do país e em como um ser desse virou um pai que todo filho gostaria de ter.

Histórico e viciante esse livro conta muito do que quero falar sobre o camarada magrelo que morreu cedo, mas viveu a vida intensamente de uma forma que parece que viveu mil vidas loucas.

"Devo ter todos os defeitos possíveis, mas faço questão de exercer minhas virtudes."



"O único macho no Brasil é o Nelson Rodrigues"
Tarso de Castro

ÍCONES - Joseph Campbell

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

"Siga a sua alegria"
1904-1987

Frases de agendas inspiram tanto quanto bons livros, e nesta manhã de quinta uma devida homenagem é necessária.
A idéia do herói, dos estudos sobre mitologia e de uma visão profunda sobre a cultura e história se deve a este homem, Joseph Campbell.

Nascido em 1904, sempre fascinou-se pela idéia do mito, em como uma história pode se perpetuar por tanto tempo sem enfraquecer e em como as culturas por todo o mundo se conectam , se parecem com essa idéia.
Estudou na Europa, no final da década de 1920, estudou francês e alemão e escreveu uma de suas primeiras obras " A jornanada do herói".

Clique no vídeo para ver uma apresentação do Dr. Richard Kemp da Northcentral University sobre a comparação da mitologia clássica encontrada nos filmes do Guerra nas Estrelas.



Uma de suas mais conhecidas publicações, "O herói de mil faces" serviu de inspiração a muitos blockbusters conhecidos atualmente como Guerra nas Estrelas, Matrix dentre outros.
George Lucas criou toda a complexidade de seu universo a partir da mitologia comparada de Campbell e daí surgiu a jornada de Luke contra o Império e o processo de redenção de Darth Vader ao lado Jedi, situações mitológicas encontradas em outras culturas, tanto no Ocidente quanto no Oriente.

Segue uma entrevista com George Lucas sobre a discussão de religião e cultura dentro do universo do Guerra nas Estrelas.



O antropólogo afirmava que no mundo existem vários sistemas culturais, mas uma mitologia em comum entre eles, veja a seguir um extra do dvd do filme Matrix que mostra muito sobre o "Monomito".





Até o próximo post.

ÍCONES - Gerson de Abreu

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009


Risos, trabalhos duradouros de sucesso e uma falta ao círculo teatral que não se tem conta.Lembrar da morte de Gerson de Abreu não é algo agradável, e nem é algo que vale a pena mencionar, de tão ruim que foi não me recordo se ele morreu de enfarto ou outra coisa, sinceramente ele só foi transferido de palco.Faz sete anos que o Brasil perde um ator de talento e um pai virtuoso.




Gerson de Sousa era um homem que não fazia shows pirotécnicos para transmitir sua mensagem; simples e confiante, conquistou fãs, audiência e respeito. A lembrança mais marcante dele foi em 1996 senão me engano,quando foi até os EUA entrevistar Paul Zaloom e Mark Ritts(Beakman e Lester) e convenceu o nobre rato de esgoto a tocar Garota de Ipanema num violão ou bandolim( a roupa dele sempre dava confusão de proporção aos objetos que ele segurava e deêm um desconto , faz 13 anos que eu vi isso).

Seu maior sucesso sem sombra de dúvida foi o programa X-Tudo na rede Cultura, aonde ensinava as crianças de modo divertido e convidativo - Pena que essa fórmula não se renovou muito nos canais abertos no Brasil , o que salva é a série da TVE"De onde vem" com a menininha de olhos esbugalhados que tem dúvidas sobre ciências - depois disso, nada mais chamativo

Seguem a apresentação que marcava a programação da Cultura, o Agente G, um programa solo também de boa repercussão e um pedaço de um dos episódios.









Clipping
*Extraído do site Terra

Gérson de Abreu começou sua carreira na TV Cultura. A sua primeira participação foi em 1982. A escola em que o ator estudava participou do programa É Proibido Colar, apresentado por Antonio Fagundes e Clarice Abujamra. Ele interpretou um cozinheiro e foi tão bem que a emissora o convidou para fazer um teste na emissora.

Dois anos depois, quando estava com dezoito anos, foi contratado como repórter do programa Tempo de Verão. Em seguida, apresentou vários programas da emissora. Caleidoscópio, Bambalalão e Som Pop, entre outros. Em 1992 estreou o programa infanto-juvenil X-Tudo, programa que revelou o seu enorme talento de se comunicar com as crianças.

O gordo, como era chamado por todos, se orgulhava muito em divertir e ensinar "sem precisar vender sandalinhas e e queijinhos." Depois de dois anos de muito prestígio e audiência com o programa X-Tudo foi para a Record apresentar o programa Agente G (1995) e Vila Esperança (1998).

Com formação no Teatro-Escola Helena, Gérson de Abreu atuou nas peças do GrupoOrnitorrinco (Ubu-Rei, Teledeum). Em 1993, com o Grupo Circo Grafitti apresentou a peça Almanaque Brasil, ao lado de Rosi Campos, Helen Helene e Roney Facchini. Outras grandes atuações: a peça Você Vai Ver o que Você Vai Ver, com direção de Gabriel Villella e Aquarela do Brasil, Rede Globo.

Sua última peça em cartaz, apresentada até final de março, foi Gato Preto, apresentada no TUSP. O ator estava viajando com a peça pelo Brasil e, neste próximo final de semana, o ator e Rosi Campos se apresentariam em Santos (SP).



Até o próximo post pessoal.

Nelson Rodrigues

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

"Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura. Nunca fui outra coisa. Nasci menino, hei de morrer menino. E o buraco da fechadura é, realmente, a minha ótica de ficcionista. Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico(desde menino)."


Nelson Rodrigues





Um texto,

Um autor nacional,
Com todos os melhores quesitos para ser questionado e colocado à prova de fogo.
Uma maneira de ver um mundo da qual preferimos fingir não enxergar.
Alguém que não tinha medo de escrever o que se passava à sua frente.

Bom, leio os textos de Nelson Rodrigues porque me fascinam, me deixa perplexo a forma que ele finaliza um texto ou a construção que ele demonstra para a vida de seus personagens.

Já li diversos livros do Nelson e, um dos que mais me fascinou é: ´´A vida como ela é´´; Um livro que conta histórias curtas, de apenas 5 páginas cada, contendo 100 histórias curtas no total. Quem não leu pode ter assistido em alguns capítulos a minissérie que se baseava nos quadros descritos no livro, que a rede Globo passou há anos atrás, e, quem não viu nem leu, por favor, já está na hora.

Esse é o primeiro de muitos comentários sobre Nelson Rodrigues, afinal, além de possuir textos de uma extraordinária vida e relação com o mundo de hoje, é Nelson Rodrigues, não preciso dizer mais nada.


Cleber Galo



Quando morre a voz em OFF

sábado, 20 de dezembro de 2008


AP

Bom dia pessoas,

Estava eu lendo a Folha de hoje quando me deparei com um atraso imperdoável de uma notícia que não sei porque demorou tanto para chegar no jornal.

Mark "Garganta profunda" Felt morreu anteontem aos 95 anos. Agora quem lê deve estar se perguntando: E o Quico?

Para quem realmente não conhece, vamos aos fatos.
Mark Felt foi a fonte que divulgou informações sigilosas sobre a conspiração dentro do gabinete de Richard Nixon para garantir sua eleição.

Um esquema grande envolvendo grana de comitê, banqueiros e agentes de altos escalões para garantir que o partido democrata não subisse ao poder.

Mark Felt era um dos grandões do FBI na época e abriu o jogo para os jornalistas, Bob Woodward e Carl Bernstein, sob a identidade do "Garganta profunda" um homem de grande coragem que colocou muita coisa em risco mas tinha sob defesa a integridade da fonte em off, um salvaguarda poderoso se usado em mãos éticas de caráter.

O pacto entre fonte e jornalistas era de só revelar a identidade de Mark após sua morte, que fora quebrado em 2005 quando o próprio ex-agente revelou-se num artigo da Variety, o título é algo parecido como "Eu sou o cara que eles chamam de Garganta profunda".

O episódio do Watergate segue marcado como um dos grandes momentos do jornalismo investigativo e é na minha opinião um grande modelo de ética a ser seguido para com as fontes.

William Mark Felt- Agente do FBI 17/08/1913 18/12/2008

(Deanne Fitzmaurice / The Chronicle, 2006)


ÍCONES - Heath Ledger

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Eu simplismente não quero saber se eu sou ou não um corretinho e quadradinho jornalista maria vai com as outras para postar sobre Heath Ledger na data que midiaticamente é correta.

Mas afinal , quem disse que o padrão é correto?

Mania de dançar em cima do cadáver, homenagear sim, lucrar com isso já é doentio.

Voltando ao assunto...

Neste terceiro ou quarto ÍCONES do Fan-jovem(não contei ainda quantos postei, sempre tem uns soltos por ae,rs)
Me toquei que acabei seguindo o estilo de um amigo meu, autor do programa 5 a1
Tenho sempre um pretexto e uns 3-4 videos,rs

Mas vamos a homenagem propriamente dita

Perdemos alguém que não como outros profissionais de tantas outras áreas além da artística.

Eu vou ser sincero, não vi o filme O segredo de Brokeback Mountain. E mesmo assim, é dispensável fazer comentários sobre isso. Todos viram que foi um sucesso, e quem não conhece assim como eu, experimente.

Ledger atuava com sinceridade, ele realmente entrava na personagem com ardor, com vontade.
Pode ser até essa uma causa de sua morte - lá vem eu com meus delírios de conspiração- mas faz até sentido se pensar bem.

O fardo de representar um ser deturpado psiclogimente ao extremo, traz conseqüências graves a um ator, eu sei como é isso, já representei um aidético arrogante no teatro, isso me influencia negativamente até hoje.

Ledger ao contrário nunca foi arrogante, abraçava seus papéis como eu disse, como se fossem parte dele.

Os vídeos que apresentarei agora mostram alguns extremos disso.

Não vou postar o Brokeback montain pois seria modismo, apelo, e marvelismo(termo usado por nerds colecionadores de gibis, não se preocupem, irrelevante.)

O primeiro é um filme muito legal chamado Coração de Cavaleiro(A Knight's Tale) aonde Heath apresenta um personagem que tenta ganhar a vida em jogos de cavaleiros.



O próximo para não repetir o modismo jornalístico de "fechar com chave de ouro" e apelar para bilheteria, coisa que eu não quero neste blog, por mais que eu precise de leitores...

PELO AMOR DE DEUSSS DIVULGUEM!!!!!!!!
HEHHEHE

Desculpem meu surto, coisas de anormal mesmo, voltando...

Agora posto o trailer de Dark Knight, uma das raríssimas atuações dedicadas para um personagem nos últimos 30 anos.



O terceiro, é uma comédia romântica chamada Dez coisas que odeio em você.Ledger é o valentão da escola , pago por um nerd para namorar com a menina mais maluca das redondezas, um típico filme malquevirabomtodomundofeliznofinalejoguemapipocanolixoquandosairemdasessão.



Até o próximo post, abraços e bom feriado.

ÍCONES - Renato Russo

sábado, 19 de janeiro de 2008

Uma homenagem para quebrar o ritmo de uma chata chuva neste sábado em sampa.

Marco da geração 80-90 no Brasil.

Letras que tocam na alma jovem.

Mais um companheiro que faz falta aqui entre nós







Até o próximo post

ÍCONES - Mamonas Assassinas

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Estava eu agora a pouco assistindo um trecho de uma fita velha do "MTV na estrada" e lembrei como foi chato acordar na manhã de 3 de Março de 1996.

Até antes desse dia tínhamos nosso próprio fenômeno musical, com potencial para superar qualquer um, até brinquei de imaginar quando eu assisti...

"...é, esse grupo era nosso Elvis brasileiro, agora perdemos eles para sempre."

Era algo lúdico, divertido, irreverente, a platéia não era formada por tribos como infelismente é padrão nos sucessos atuais no mundo.

Uma família inteira poderia ir a um show, e os pais não se sentiriam deslocados, os filhos não estariam pagando mico, é gente... tivemos uma época e tanto.

Relembrem conosco desses queridos rapazes, que vieram de um lugar humilde, para marcar a vida de todos com sua simplicidade, carisma, e sorrisos.










Até o próximo post.

ÍCONES - Charles Bukowski, o velho safado

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Charles Bukowski é um dos escritores contemporâneos mais conhecidos dos EUA, e alguns diriam que é o poeta mais influente e o mais imitado. Nasceu no dia 16 de agosto de 1920 em Andernach, na Alemanha, filho de um soldado americano e uma mãe alemã e mudou-se para os EUA com três anos de idade. Cresceu em Los Angeles e lá viveu durante 50 anos. Publicou seu primeiro conto em 1944, com 24 anos de idade, e começou a escrever poemas com 35. Morreu em San Pedro, Califórnia no dia 9 de março de 1994 com 73 anos, pouco depois de ter terminado seu último romance: Pulp (1994).

Publicou mais de 45 livros de prosa e poesia enquanto estava vivo, incluindo os romances Cartas na Rua (1971), Factotum (1975), Mulheres (1978), Misto Quente (1982) e Hollywood (1989). Seus livros mais recentes são as publicações póstumas de Open all night: new poems (2000), Beerspit Night & Cursing: The correspondence of Charles Bukowski & Sheri Martinelli 1960-1967 (2001), the night torn mad with footsteps (2001), Sifting Through the Madness for the Word, the Line, the Way: New Poems (2003).

No Brasil os últimos livros publicados são Hino da tormenta (2003) e Tempo de vôo para lugar algum (2004) que correspondem à primeira e à segunda parte do livro Open All Night: new poems.

A Editora Conrad lançou em 2000 a biografia do Bukowski escrita por Howard Sounes e intitulada Charles Bukowski - Vida e loucuras de um velho safado.






ÍCONES - Kurt Cobain

sábado, 5 de janeiro de 2008

Bom dia pessoal, aqui vai mais uma homenagem a um grande ícone que já se foi
até o próximo post







ÍCONES - Christopher Reeve

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Neste espaço, homenagearemos grandes personalidades
Sou muito suspeito pra falar, mas ae está